
Teve lágrimas durante a despedida de Monica Iozzi do ‘Video Show’ na tarde de sexta. Era previsível, claro. Tem um momento em que a coisa fica séria, por mais que o programa flerte com a irreverência (uma palavra que tenho evitado devido ao excesso de uso – equivocado – por aí). Monica deixa o ‘Video Show’ para se dedicar à carreira de atriz. Ao longo de 10 meses ela, ao lado de Otaviano Costa, fez o que parecia o impossível: salvar um programa que respirava por aparelhos e fadado à extinção.
E é sempre bom lembrar que Monica não resgatou o ‘Video Show’ sozinha – o que desencalacrou a atração foi a química entre ela e Otaviano. O apresentador encontrou na nova parceira a pessoa ideal para libertar seu lado desregrado. O improviso dos dois era o que havia de melhor em uma revista cuja concepção sempre tendeu à chatice (ou seja, pautada pelos bastidores das atrações globais e com boa dose de puxa-saquismo aos atores e diretores).
Parafraseando a Legião: Otaviano e Monica um dia se encontraram sem querer/ e sacanaream muito mesmo para tentar se conhecer. Para felicidade de quem vê TV no comecinho da tarde, o ‘Vídeo Show’ acabou se transformando em uma espécie de comédia do improviso. Em determinado momento chegou a empolgar até mesmo atores e atrizes, que outrora não conseguiam esconder o aborrecimento em ter de participar do programa.
Ainda não se bateu o martelo sobre a sucessora de Monica no programa – fala-se em Letícia Lima e Maíra Charken. Por enquanto Otaviano dividirá a bancada com Joaquim Lopes e Giovanna Ewbank – esforçados, porém muito longe da verve irônica de Monica (a mangação, minha gente, é uma arte).
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